CONTANDO AS PÉROLAS

 

Dentro de uma ostra existe uma substância chamada NÁCAR. A função dessa substância é proteger a ostra de agentes externos. Quando a ostra é atacada, essa substância é liberada para a sua proteção. O interessante aqui é que a ostra precisa se abrir para respirar e cada vez que isso acontece, ela corre o risco de entrar dentro dela um parasita, areia ou qualquer outro agente externo e causar sofrimento para ela. O interessante desse processo é que conforme as células vão trabalhando dentro da ostra, vão sendo criadas camadas de proteção, e nesse processo, as pérolas são formadas. Durante a formação das camadas de proteção, a ostra sofre fortes dores, ao ponto de ter inflamação no local. Esse processo permanece até que lindas pérolas sejam formadas.

Em nossas vidas, vivemos situações semelhantes.  Nesse texto, quero levar você a uma reflexão para o aprendizado que essa história pode proporcionar em nossas vidas.

Acredito que como a ostra, devemos nos abrir para a autodescoberta e descobrir quais foram as situações que geraram feridas em nós. Quais foram as histórias que fizemos parte? Será que realmente essas histórias são verdadeiras ou foram apenas a interpretação das pessoas que conviveram conosco na ocasião? E se isso aconteceu, devemos continuar carregando esse peso sobre nossos ombros e viver uma vida pesada, cheio de rancor e magoas? Que pedras foram construídas nesse processo? Será que foram os filhos? O casamento? Uma família saudável? Uma casca grossa nos ombros que gerou resiliência? Ser inspiração para outras pessoas devido a essas histórias de superação? Um negócio de sucesso?

Podemos focar nos resultados que tivemos e não nas dores que passamos. Qual aprendizado podemos registrar? Será que é preciso passar pelo processo da cura da alma? E o que está faltando para isso acontecer?

Quando nos abrimos para a autodescoberta, iremos identificar os aprendizados, unir as habilidades desenvolvidas nesse processo e usar as experiências para destacar o nosso grande diferencial na estrada da vida.

Qual o caminho que você deseja seguir? O caminho da dor e da lamentação ou do prazer em ter se superado?

Se você quiser fazer como a ostra e se abrir, irá poder contar as suas próprias histórias de sucesso, desfrutando cada momento da forma devida, sem medo da dor nos relacionamentos ou nos voos que são necessários alçar na vida.

E finalmente, quando chegar no final da vida, você poderá apreciar as milhares de pedras preciosas construídas na sua jornada, e o mais importante é que você irá perceber que a sua própria vida foi vivida como uma pedra preciosa, sendo instrumento de cura, libertação, contribuição e ajuda para outras pedras.

E então, qual será a sua decisão? Como disse Christopher Robin:

“Você é mais valente do que você acredita, mais forte do que parece e mais inteligente do que pensa.”

 

Josie Oliveira, Ph.D